Aprenda o que são modalidades de aprendizagem e ensine melhor

Aprenda de modo rápido o que são modalidades de aprendizagem e ensine melhor

Perguntar “O que, para vocês, é mais fácil aprender?” corresponde ao questionamento “Qual são suas modalidades de aprendizagem?” Todos temos mais facilidade para construir conhecimento em uma determinada área. É disto que nos fala a teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner. Também há pessoas que aprendem mais vendo, outras ouvindo ou fazendo.

Aprenda de modo rápido o que são modalidades de aprendizagem e ensine melhor
Conhecendo as modalidades de aprendizagem, nossas aulas podem ser mais significativas

Estar atento a essa diferenças e especificidades pode ajudar-nos a mediar situações de aprendizagem mais significativas e personalizadas. Afinal, em sala de aula, nossos esforços se concentram em dar conta dos aspectos coletivos e individuais, certo?

Para apurar nosso olhar e enriquecer nossas observações, conhecer as modalidades de aprendizagem dos nossos estudantes se faz imprescindível. Elas podem ser entendidas como o padrão individual de ações e interpretações que utilizamos para adquirir conhecimento (teoria) e saberes (prática). Esse modo particular de aprender é construído desde nosso nascimento e muito influenciado por nossas interações familiares e sociais.

Quando entramos em contato com um objeto novo, desequilibramo-nos. Para nos adaptarmos a ele, adquirindo equilibração majorante, valemo-nos dos processos de assimilação e acomodação, descritos por Jean Piaget.

A assimilação corresponde à integração de um objeto do conhecimento aos esquemas que já temos. A acomodação corresponde à transformação que fazemos nos esquemas que nos constituem para, então, darmos conta de conhecer o objeto que nos apresenta. A assimilação representa a subjetivação e a acomodação a objetivação.

Todo ato de inteligência requer que assimilação e acomodação sejam realizadas equilibradamente; uma não pode sobrepor-se a outra, quando isso acontece, temos:

  • Hipoassimilação

    Os esquemas são pobres, pois há pouco contato com o objeto do conhecimento. O sujeito hipoassimilativo tem dificuldade para criar e ser lúdico.

  • Hiperacomodação:

    A objetividade prevalece sobre a subjetividade. Os sujeitos hiperacomodativos são considerados bons alunos por terem facilidade em imitar, obedecer e submeter-se.

  • Hipoacomodação: 

    Também há pouco contato com os objetos, como na hipoassimilação, além de dificuldade para internalizar imagens.

  • Hiperassimilação:

    Tais sujeitos apreendem os objetos de modo demasiado subjetivo.

Para ficar mais claro, vou finalizar o artigo de hoje com um exemplo, bem parecido com o de Alicia Fernández, em Inteligência Aprisionada. Imaginemos que solicitamos aos nossos alunos que, a partir de uma sequência de imagens, criassem uma história.

Os discentes que têm uma modalidade de aprendizagem hiperacomodativa/hipoassimilativa se deterão na descrição das imagens, não darão lugar à imaginação para criar um enredo interessante, surpreendente, etc. Já os discentes hiperassimilativos/hipoacomodativos, distanciam-se do que as figuras lhes apresentam, criando histórias que fogem totalmente ao que é proposto pelo encadeamento das cenas desenhadas. Por fim, os sujeitos hipoassimilativos/hipoacomodativos descrevem o mais brevemente possível o que veem; não é raro desistirem da tarefa, após silêncios criativos e a tão falada frase “Eu não sei”

As três modalidades, que pendem para um lado do processo (subjetivação ou objetivação) ou a negação dos dois, são problemáticas. Nas palavras de Fernández (1991, p. 117):

Aprender é apropriar-se, apropriação que se dá a partir de uma elaboração objetivante e subjetivante. A elaboração objetivante permite apropriar-se do objeto ordenando-o e classificando-o, quer dizer, por exemplo, reconhecer uma cadeira pondo-a na classe “cadeira”, quer dizer, tratando de usar o que a iguala a todas as cadeiras do mundo. Por outro lado, a elaboração subjetivante tratará de reconhecer, de apropriar-se dessa cadeira, a partir daquela única e intransmissível experiência que haja tido o sujeito com as cadeiras.

Gostou do artigo? Se ainda tiver com dificuldade para entender, não se preocupe, estude mais sobre o assunto  e logo seus esquemas vão captar as informações e transformar suas estruturas. Deixe seus comentários, dúvidas e sugestões de temas.

Referência

FERNÁNDEZ, Alícia. A inteligência apriosionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Porto Alegre: Artmed, 1991.

Fonte das imagens

br.freepik.com

 

 

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